Logo depois da estreia do trailer final de Duna: Parte Três, a primeira discussão entre fãs e críticos foi o quanto o filme de Denis Villeneuve se afasta de Messias de Duna, de Frank Herbert. Aviso: o texto menciona rumos do livro.
O que mudou, segundo a análise
O colunista Jordan Ruimy, do site World of Reel, avalia que o longa parece uma história quase original construída a partir de poucos momentos do romance. Entre os pontos que ele destaca no trailer:
- Chani é diferente da versão de Herbert, o que muda o peso emocional do conflito com Paul.
- Os filhos do casal parecem nascer antes do salto no tempo, algo que pode alterar o clímax do livro.
- Paul diz que não consegue ver o futuro. No romance, a tragédia dele é justamente enxergar tudo, e a fala já incomoda puristas, segundo o autor.
Ruimy também interpreta que o Paul do filme fica mais próximo da origem de um vilão do que da jornada de um herói. Essa é uma leitura do colunista, não uma declaração dos realizadores. Para ele, as mudanças são aceitáveis.
Bastidores
Diferentemente dos dois primeiros filmes, Parte Três foi rodado em película, e Linus Sandgren assumiu a direção de fotografia no lugar de Greig Fraser, de acordo com a mesma publicação.
O próprio Villeneuve descreve o filme, em declaração reproduzida pelo Gizmodo, como um thriller mais tenso e de ação do que os anteriores, o que ajuda a explicar a mudança de tom.
O que esperar
O trailer final foi lançado nesta terça (27), e o filme estreia em 18 de dezembro. Até lá, a conversa entre quem leu o livro e quem só viu os filmes deve continuar: a Warner ainda não comentou as diferenças, e o público só poderá julgar quando o longa chegar às salas.




