Depois de mais de 30 anos em desenvolvimento, Ray Gunn finalmente chegou ao público. A animação de Brad Bird, o diretor de Os Incríveis e Ratatouille, teve a estreia mundial no BFI London Film Festival, em 10 de outubro, no Royal Festival Hall. Estiveram na sessão o diretor, o compositor Michael Giacchino e os dubladores Scarlett Johansson e Sam Rockwell. A produção é da Skydance Animation e chega ao catálogo da Netflix em 18 de dezembro, com uma passagem limitada em cinemas em 70 mm antes disso.
Um noir retrofuturista
O filme é uma aventura de detetive em clima noir, com visual retrofuturista. Rockwell dá voz ao protagonista, Raymond "Ray" Gunn, e Johansson interpreta Venus Nova. O elenco de vozes inclui ainda Tom Waits, Matt Berry (o vilão principal), Alan Tudyk, Bobby Cannavale e Michael Chernus.
Segundo o site What's on Netflix, a ideia nasceu de uma confusão de Bird: ele entendeu errado a letra de uma música do B-52s e a misturou na memória com o tema de Peter Gunn, de Henry Mancini. Johansson contou na estreia que o que a atraiu foi, antes de tudo, a chance de trabalhar com o diretor.
Reações divididas
A plateia de Londres reagiu com risadas e aplausos, mas a imprensa ficou menos unânime. O The Guardian deu cinco estrelas de cinco. Courtney Howard, crítica de Los Angeles, comparou a mistura a Blade Runner com Falcão Maltês, e Matt Neglia, do Next Best Picture, destacou os personagens marcantes e as cenas de ação.
Do outro lado, Angie Han, do The Hollywood Reporter, achou o resultado um amontoado palatável de clichês de ficção científica e noir. Guy Lodge, da Variety, reconheceu a energia do filme, mas sentiu falta de charme. O What's on Netflix deu 3,5 de 5 e elogiou o capricho de Bird, apontando que o filme não atinge todo o seu potencial. O agregador Rotten Tomatoes marcava cerca de 91% de aprovação na época da publicação desse texto.
Quando assistir no Brasil
Em 18 de dezembro o filme estará disponível na Netflix no mundo todo, incluindo o Brasil. A exibição em 70 mm deve ficar restrita a poucas salas, e ainda não há informação sobre cinemas brasileiros.



