O diretor Travis Knight abriu os bastidores de Wildwood, a sexta animação em stop-motion da Laika, em entrevista ao SlashFilm publicada em 22 de outubro. O filme está em cartaz nos Estados Unidos.
"Precisamos crescer e sofrer"
Knight admite que o estúdio encarou um projeto maior do que sabia fazer. "Não estávamos prontos, e tivemos que crescer, aprender e sofrer no processo", disse. O longa é o segundo trabalho dele em stop-motion, dez anos depois de Kubo e as Cordas Mágicas, e vem depois dos filmes live-action Bumblebee e Mestres do Universo.
Tecnologia como ferramenta
Sobre o uso de computação, o diretor defende que ela é apenas mais um instrumento, "como um lápis, um pincel ou uma impressora 3D". A Laika já mistura bonecos físicos e recursos digitais há anos, e a batalha final de Wildwood combina cenários em escala real, miniaturas, bonecos, efeitos visuais e bonecos digitais.
A águia gigante
Um dos destaques é O General, a ave imensa do filme. Segundo Knight, ela é "basicamente uma mola Slinky que se mexe". O corpo foi feito principalmente de tecido, porque o silicone seria pesado demais para animar. Os bonecos humanos também ganharam músculos para parecerem mais vivos: a ideia, contou, era questionar se não seria ótimo se os personagens parecessem plenamente vivos.
História e classificação
A Laika adquiriu os direitos da história em 2011. O filme acompanha uma menina que entra em um mundo mágico para resgatar o irmão mais novo sequestrado, e a parceria criativa é com Chris Butler. Knight defendeu a classificação PG-13 e disse que a violência aparece para mostrar o custo dos atos, não para glorificá-los.
Wildwood teve estreia com excelente recepção crítica e bilheteria fraca nos EUA, como o Spoilado informou. A entrevista não menciona planos futuros do estúdio.



